Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > dgcaraujo
33 years Rio de Janeiro - (BRA)
Usuário desde Outubro de 2014
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Carioca, bibliófilo, cinéfilo e seriador — quase um pseudo-cult! Sou apaixonado pelo cinema brasileiro, cultuo David Lynch e Charlie Chaplin, considero Steven Spielberg um cara foda e confesso que adoro ver o Michael Bay explodindo coisas. Também sou YouTuber e compartilho minhas opiniões no canal www.youtube.com/culturaeacao.

Últimas opiniões enviadas

  • Diego Cardoso

    Se passaram 35 anos e ainda tem gente que assiste esse filme esperando uma grande produção de ação. Reclamar que Blade Runner dá sono é atestar que não possui qualquer familiaridade com ficção científica de qualidade. Alô nova geração: isso é ficção científica, não filme da Marvel pra ser engraçadinho (bem, ao menos para alguns deve ser) e muito menos filme de ação pra ser empolgante. Esse gênero é marcado por roteiros de grande imersão filosófica, feitos para vc assistir, contemplar e captar as mensagens que o enredo oferece para serem analisadas, pensadas, discutidas. Não é todo mundo que gosta e não é um gênero de massa, apesar de existirem sim, filmes scifi farofa. Isso é Blade Runner, uma experiência sensorial e filosófica. Se o que vc busca é entretenimento, pule para outro filme, simples!

    Sobre as atuações (outra grande reclamação por aqui), bem já vi muito piores por aí em filmes que o povo baba; os de super-heróis então... mds. Harrison Ford nunca foi pra mim um profissional de atuações marcantes, mas conquistou papéis icônicos e ao meu ver, sempre deu conta do recado, entregando o que se esperava do talento dele. Aqui ele teve o mesmo desempenho regular que em outras produções, sem mais. Os demais membros do elenco também não entregam atuações espetaculares, mas também não beiram o amadorismo. Sean Young é pra mim o grande destaque, com uma atuação plastificada e nada expressiva, exatamente o que o seu papel exigia.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Diego Cardoso

    Parafraseando Rose DeWitt Bukater, "há verdade, mas não há lógica". Essa frase de certa forma define bem Eraserhead, dirigido pelo mestre David Lynch, que já em seu primeiro trabalho impõe seu estilo bem particular de produzir cinema, uma visão essencialmente artística do audiovisual.

    Eraserhead é um filme abstrato e passa longe de ser um filme para grandes massas. Diz-se incompreendido porque de fato, não há uma compreensão definitiva. É uma obra surreal, bizarra e angustiante, que retira o espectador de sua zona de conforto, confrontando cada um de um modo particular.

    É bem possível que cada espectador tenha uma visão diferente dessa história e é natural inclusive divergir quanto ao gênero a que ela faz parte. Uns dirão que é um drama, outros terror, mas o fato é que por sua natureza abstrata, não é um filme que se encaixa perfeitamente em um gênero específico.

    Para mim, o filme é uma alegoria sobe o caos moderno e a sociedade capitalista. Henry, o protagonista, é um personagem depressivo que vive as angústias do homem moderno, sem perspectivas e que se vê obrigado a um casamento após engravidar sua namorada. Ao longo do filme, Lynch espalha pistas para que possamos compreender seus objetivos artísticos, como por exemplo a cena em que Henry olha pela janela e percebe que ela está obstruída por tijolos, o que pra mim, simboliza que o protagonista não tem saída. A canção da mulher no aquecedor nos dá uma pista para compreender a conclusão da trama: "No céu tudo é perfeito".

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Diego Cardoso

    Ótimo filme. Villeneuve conseguiu captar a essência e a atmosfera do clássico de Ridley Scott. Isso também se deve, claro, ao fato do roteiro ter sido escrito por Hampton Fancher, e Michael Green, a mesma dupla responsável pelo roteiro e produção do filme original. Mas ainda assim senti que a narrativa foi menos complexa do que a que conhecemos no filme de 1982, o que parece ser uma forma de tentar aproximar mais a trama ao público geral e vender o filme para as massas.

    Mas se a narrativa é mais acessível, o mesmo não se pode dizer da condução do filme. Ele é esteticamente deslumbrante, mas a trama se arrasta por 2h45min com pouquíssimas cenas empolgantes, que acaba sendo o oposto do que a massa busca em uma produção de entretenimento. Para fãs de ficção científica, no entanto, é um deleite, cuja duração transcorre sem praticamente ser notada (eu que o diga).

    Não achei a trama particularmente algo excepcional, pelo contrário. Quando o filme termina, fica aquela sensação de "era essa mesma a proposta do filme ou eu perdi algo no meio do caminho?". O que soma positivamente à simplicidade da trama é o plot twist proposto na reta final e algumas participações surpresas que cutucam ainda mais a nostalgia do espectador.

    Sobre o elenco, creio que esse tenha sido o melhor filme do Ryan Gosling que já tive oportunidade de assistir. Considero ele um ator pouco expressivo, mas esse "defeito" acaba sendo o principal acerto e até essencial para sua atuação em Blade Runner.

    O novo Blade Runner continua não sendo um filme para massas, por isso deve somar mais um grande prejuízo para estúdio, mas sem dúvida se tornará mais uma produção que no futuro será tão cultuada quanto o clássico de 1982 (vale lembrar, um fracasso retumbante de bilheteria e crítica, à época do lançamento).

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Dheyson Alves
    Dheyson Alves

    Que massa teu Canal do Youtube, na lista.

  • Bruce Leal
    Bruce Leal

    "O Home Elefante" é ótimo. Foi um dos primeiros do Lynch que assisti e gostei bastante.

    "Cidade dos Sonhos" também é um dos meus preferidos. O roteiro era base de uma série que não teve o piloto aprovado, então o Lynch resolveu fazer a série. Tem até algumas tramas paralelas que lembram "Twin Peaks" e que seriam melhor desenvolvidas em uma série. O filme é confuso e é proposital. Tem justificativas, mas elas não são fáceis e você se sente meio idiota depois tendo que pesquisar os significados. Mas pelo menos tem. Outros filmes do Lynch, como "Império dos Sonhos" e "Estrada Perdida" não tem intenção nenhuma em fazer sentido e dar respostas, rs.
    Veja, quando puder, "Veludo Azul" dele. É o clássico do Lynch e não tão complicado de entender.

    "Duna" eu vi não faz muito tempo. Foi o filme que a gente trocou comentários por aqui. Não gostei muito e achei a direção do Lynch confusa, provavelmente porque a história é muito complexa pra pouco tempo. Vale mais por curiosidade.,

    Diego, meus preferidos do Lynch são "Cidade dos Sonhos", "Veludo Azul" e "O Homem Elefante" além de "Twin Peaks".
    Não odeio nada dele, só não me desce "Duna". E ele tem uns curta-metragens totalmente bizarros (mais que os filmes) que também valem por curiosidade, mas não são tão legais. Ele fez muita coisa experimental, principalmente no início da carreira. Coisa que só fã curioso assiste hehe